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Para a possível vida humana em determinado meio vem a ser necessário formar condição, não só de existência, como de sobrevivência o que exige uma série de manutenções a seu favor, estas vem a ser física, intelectual e até mesmo espiritual sendo inevitável não abordar uma escala de prioridade. Para a sobrevivência humana é prioritário sua manutenção física como alimentação e saúde(exatamente nessa ordem), o que não difere de outros seres vivos. Seqüencialmente segue diferindo dos demais seres, a educação e a cultura cabem de alguma forma nas necessidades humanas, seja sua natureza para o bem estar intelectual ou espiritual(me refiro a vivência). As duas primeiras atividades necessárias a vida humana de ordem imediata, enquanto as duas restantes estão situadas na ordem seguintes de prioridade gradual, por se tratarem de construção, formação, aperfeiçoamento inerente a característica humana. Desta forma a arte pertence ao âmbito da cultura.
Tomando ciência das necessidades pertencentes ao humano, assim como suas ordens de prioridade. É importante também constatar a abrangência de tais necessidades dentro do conjunto humano, a sociedade. A manutenção que diz respeito ao físico por ser prioridade atinge os níveis da sociedade havendo ainda aqueles que até mesmo isto lhes é negado, tal questão diz respeito a uma dificuldade que se vive dentro do conjunto humano, devido a escolha de sistemática de troca a seguir que acaba por excluir, a cultura ainda consegue atingir diversos níveis sociais, isto porque cultura é algo inevitável de não vivenciar a partir do momento em que se está no mundo, porém este acesso não é a qualquer tipo de cultura; já a educação o ensino superior em principal e para poucos.
Assim a arte não é algo de extrema necessidade humana para sobrevivência como alimento, saúde atividades que dão sustentação a parte física do corpo humano, assim como a educação, a cultura, área que cabe a arte, propõem desenvolver, exercitar o intelecto(é a saúde mental), consiste na necessidade humana de ir além da não conformação com o estado bruto das coisas tendendo a inquietação humana, a busca incessante da lapidação perfeita.
Tendo esclarecido onde a arte está pontuada em meio a vastidão do mapa-múndi das necessidades da vida humana a serem supridas adentraremos de modo a explora-la. Não basta tomar conhecimento do lugar em que a arte tem por pouso, é preciso mais, é preciso falar sobre arte, principalmente a que vem sendo construída dentro do tempo recorrente, a arte contemporânea. Atualmente a arte tende a se desprender apenas ao que a obra transmite, enquanto resultado final para então haver uma preocupação a uma determinada narrativa, em registrar e revelar o processo de feição da obra, estando assim a pesquisa muito presente na arte contemporânea, bifurcando para inúmeros viés da arte.
A arte contemporânea, assim como outras épocas, sofre dificuldades quanto ao esclarecimento do encaixe de classificação, por não haver hoje a distância necessária para poder então existir um lugar preciso e claro enquanto definição para a contemporaniedade, estando em um campo imaturo instável, tentando buscar um equilíbrio, porém tudo que está por suceder, entre presente e futuro fica no campo da incerteza. Hoje o que se vê na arte é este desequilíbrio sofrido a partir da modernidade, estando marcada por uma grande mescla, a dita mestiçagem, além de outras misturas existentes, na realidade conforme Cottani não houve corte absoluto entre a arte moderna e a contemporânea sendo presente na arte atual vínculos com a que a antecedeu, as vezes até mais do que se gostaria de afirmar. Pode se dizer que a mestiçagem é, assumo responsabilidade por tal frase, o próprio retrato do que vem ocorrendo no meio artístico confuso, incerto, de ordem heterogênea dentro de si mesma.
Por sua vez quando discorremos sobre o an-artista creio ser impossível não citar a manutenção humana espiritual, uma vez que coloca as coisas da vida em um contexto em um primeiro momento de descoberta; em seguida um que se prende ao formal, algo dito sereno, a um caráter comprometedor de trabalho e por fim, indo além, um contexto informal, um jogo vivenciado, uma brincadeira sem compromisso, não fugindo da competição mas não tendendo ao excesso, inspirando algo saudável.
O tempero lúdico na vida, acredito ser o fim para muitas coisas da vida, na arte e mesmo fora dela, falamos de necessidades humanas algo a primeira vista sério, mas quem me diz que toda a vida humana não passa de uma enorme brincadeira? Tratamos de arte enquanto pesquisa-processo ou temas a fundo da arte presente, mas o que é a arte? Se não exatamente, mas algo muito próximo, do espaço não lugar, uma crença imaginária que os humanos precisam ter consigo. Por fim em meio ao pesado(inquietações, desequilíbrios, instabilidades), talvez, a válvula de escape seja a procura por leveza, sendo como um ciclo, quanto mais se anda se descobre que pouco se sabe e essa busca por leveza vem a ser recorrente a natureza humana, pois é sua bengala, o ponto de apoio ou até mesmo o lugar desejado e nunca alcançado,o “nirvana perfeição”.
Bibliografia: BRITES, Blanco; TESSLER, Elida(orgs), O Meio como Ponto Zero: Metodologia da Pesquisa em Artes Plásticas. POA: Ed. UFRGS, 2002 CATTANI, Icleia Borsa(orgs), Mestiçagens na Arte Contemporânea: POA: Editora UFRGS, 2007 Allan. A educação do an-artistaII. In: “Concinnitas: artes, e pensamento.” Vol. 0, nº 0 (nov. 1997), Rio de Janeiro, UERJ, EART, 1997.
Autor (a) : Taiana Lima
Fonte :
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